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Governo do Estado implanta Política de Humanização para partos no Hospital Universitário de Taubaté

O Hospital Universitário de Taubaté passou a adotar o parto humanizado com analgesia, voltada ao alívio da dor. Referência para a área materno-infantil e gestação de alto risco, o HUT ainda não havia incorporado a nova Política de Humanização, preconizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


Desde o início da gestão do Governo do Estado de São Paulo, em abril deste ano, uma das primeiras ações teve como intuito melhorar o atendimento nessa especialidade de referência. Até o momento, dos mais de 520 partos normais realizados, 114 deles foram com analgesia, o que representa um índice de 22%.


A dor durante trabalho de parto costuma variar muito de pessoa para pessoa e depende de fatores como posição do bebê, força e frequência das contrações. Para aliviar as dores e garantir menor desconforto à mãe, em casos em que há necessidade e interesse da paciente, é adotada a anestesia peridural, que não possui contato com a rede sanguínea e não oferece riscos ao bebê. Esta conquista foi possível devido aos investimentos feitos na Unidade com a implantação de uma Equipe de Anestesistas, dando retaguarda à Equipe Médica já existente, e o aporte em materiais e medicamentos para o processo de reestruturação do Centro Cirúrgico.


A humanização do parto não depende apenas do fator anestésico, mas também, de todo o suporto clínico no pré e pós-operatório que as pacientes recebem na maternidade do HUT. Desde o início da Gestão São Camilo, a média de satisfação das pacientes atendidas na Maternidade é de 95% de aprovação.


O Hospital Universitário se prepara para um projeto maior: a complementação de estrutura e processos para incorporação ao Projeto Rede Cegonha, do Ministério da Saúde, que prevê uma ampla retaguarda de atendimento humanizado para a mãe e o bebê. Isso será possível com os investimentos em toda a planta física a serem realizados pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde.


OMS

O número elevado de cesarianas coloca o Brasil na primeira posição, embora seja mais que o preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). No Sistema Único de Saúde (SUS) os partos normais correspondem a 63,2% de todos os partos realizados. Já na rede privada, a porcentagem de partos normais chega a menos de 20%. De acordo com a OMS, esse índice não deveria ultrapassar 15% em um país.